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Dengue volta com força em 2020: é hora de se prevenir




Em tempos de coronavírus é muito importante redobrar os cuidados com nossa saúde, porém não podemos deixar de lado esta doença que vem alastrando nosso país à muitos anos.


Só neste início de ano, de acordo com o Ministério da Saúde, já foram registrados cerca de 100.000 casos prováveis no Brasil, cerca de 20% a mais comparado ao número do mesmo período no ano passado. Em SC os número de casos chegam a 156, de acordo com boletim da vigilância epidemiológica do estado.


Neste artigo vamos falar um pouco mais sobre essa doença e dar algumas dicas para se prevenir.


Entenda a dengue


Um dos principais problemas de saúde pública no mundo, a dengue se caracteriza como uma doença febril causada por vírus e transmitida por um mosquito chamado Aedes Aegypti.


Esse mosquito se cria e desenvolve em praticamente todo tipo de área, tropicais e subtropicais. O ciclo de transmissão se inicia quando a fêmea do mosquito planta seus ovos em locais com água parada. As larvas se desenvolvem nesta água por mais ou menos 1 semana, e depois se tornam em pernilongos.


Geralmente, em seu início e na sua versão “mais leve”, a dengue tem sintomas muito parecidos com o da gripe comum. Porém a fase mais avançada da doença, chamada de dengue hemorrágica, pode levar à morte caso não haja devido tratamento.


Dengue comum X Dengue Hemorrágica


A dengue comum, que é a fase mais leve da doença, se parece com a gripe comum. Seus sintomas são imediatos, e costumam durar até 7 dias. Sintomas como:



• Febre alta (acima de 39º); • Forte dor de cabeça; • Dor atrás dos olhos, principalmente ao movimenta-los; • Dores fortes no corpo (articulações e ossos); • Tontura, náuseas e vômitos; • Erupções e manchas pelo corpo (geralmente com coceira); • Cansaço e perda de apetite.


Já a dengue hemorrágica, que é um quadro mais grave da doença, os sintomas da dengue comum permanecem, porém piora assim que a febre termina, e nesse momento surgem hemorragias. Sintomas da dengue hemorrágica:


• Fortes dores abdominais; • Vômito e diarreia continua; • Palidez, pele e suor frio; • Sangramento pelo nariz, boca e gengiva; • Manchas vermelhas espalhadas na pele; • Dificuldade de respirar; • Sede excessiva e boca seca; • Queda brusca de pressão arterial.


Deve-se ficar atento(a) aos sintomas, e procurar atendimento médico o mais rápido possível, caso mais que 3 dos sintomas ocorram, persistam e/ou venha a aparecer outros.


Prevenindo


Dentre as dicas para prevenção, a principal sempre será a vacina. Ela é composta por vírus atenuados e protege contra os quatro tipos de dengue já registrados (DEN-1, DEN-2, DEN-3, DEN-4).


Outras são dicas do nosso dia a dia, atitudes que podemos tomar na rotina para que possamos evitar a proliferação do Aedes Aegypti.


Atitudes como evitar o acúmulo de água, pois é onde as larvas do mosquito se criam. Jogue fora, devidamente, pneus velhos e deixe garrafas vazias sempre viradas para baixo.

Mantenha recipientes como caixa d’água sempre tampados e coloque areias nos potes de planta, além de trocar a água dos bichinhos de estimação regularmente.


Telas nas janelas evitam que o mosquito adentre sua casa, assim como o uso de desinfetantes nos ralos e manter uma limpeza regular de calhas. Outra dica que deve virar hábito é o uso de repelentes, tanto os corporais quanto os de uso residencial (como dispositivos de tomada).


Lembre-se: a prevenção é sempre o melhor remédio. Mas em caso de sintomas, fique atento, e se persistirem, procure atendimento médico.

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