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As semelhanças do coronavírus com outros surtos

Atualizado: Mar 26


O coronavírus é um vírus já existente, que pode ser responsável por pequenos resfriados, e também por problemas respiratórios mais sérios. Mas a pergunta é, o que torna essa nova versão do coronavírus tão forte?


Segundo balanço divulgado pelo governo chinês, desde o final de dezembro o coronavírus fez pelo menos 490 vítimas e infectou mais de 24.000 na China.


Sabe-se que o vírus vem de origem animal, e pelo menos 10 surtos zoonóticos (aqueles que se originam do animal para o ser humano) se espalharam pelo mundo neste século e no século passado, sendo transmitidos para os seres humanos através de animais como morcegos, pássaros e porcos.

Similaridades com outros vírus


O Ebola, assim como o coronavirus, se originou de morcegos, na África ocidental, há 40 anos e fez mais de 13.500 vítimas em vários surtos, além do surto mais recente, em 2014, que fez cerca de 6.000 vítimas.


Enquanto isso, as gripes aviárias (H7N9 e H5N9) surgiram de aves infectadas nos mercados chineses, fazendo juntas mais de 1.000 vítimas.


A pandemia de gripe suína 2009-2010 (também conhecida como H1N1) começou, é claro, em porcos. Fez aproximadamente 300.000 vítimas em uma pandemia global e se espalhou para 214 países em menos de um ano.


Situação Atual do vírus



A doença já foi registrada em todas as províncias chinesas, tendo sua maioria concentrada na cidade onde o surto se iniciou, Wuhan.


O surto atualmente não é considerado uma pandemia, apesar de sua rápida disseminação. A OMS, Organização Mundial de Saúde, declarou estado de emergência de saúde pública de interesse internacional.


O coronavírus no Brasil


O vírus vem se proliferando cada vez mais pelo mundo, principalmente na China e em países da Ásia como Japão, Malásia, Taiwan, Tailândia, além de países da europa e américa, como Alemanha, França, Espanha, Estados Unidos, Canadá e outros.


Já no Brasil, apesar do surgimento de 11 casos suspeitos, ainda não há casos confirmados da doença. Contudo, Ministério da Saúde vem monitorando diariamente a situação do coronavírus juntamente com a Organização Mundial da Saúde, que segue acompanhando o vírus desde dezembro de 2019.


Possibilidades de novas doenças


Ainda não há uma previsão para a contenção ou até mesmo avanço do surto, tampouco para uma vacina ou cura do mesmo.


Caso não haja uma conscientização global, as doenças oriundas dos animais continuarão a surgir à medida que a população global cresce.


Quanto mais pessoas existem na Terra, mais os seres humanos mudam para habitats selvagens e encontra criaturas que abrigam vírus, tendendo assim para uma maior probabilidade de transmissão e aumentando os riscos de epidemias.

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